segunda-feira, 4 de novembro de 2013

faz um mês que morri um pedaço

Quando eu nasci, ela estava lá.
Quando eu chorei, quando eu sorri,
quando precisei, quando pedi,
quando conquistei e quando perdi.
Ela estava lá de manhã, depois da escola, na hora de dormir.
Ela estava lá para me acordar, me alimentar, me cobrir.
Quando eu falei, quando eu esqueci,
quando eu mudei, quando cresci,
quando gritei e quando me feri.
Ela sempre esteve lá, ela sempre esteve aqui, comigo.
Faz um mês, ela foi arrancada de mim, fui obrigada a vê-la partir.
Essa coisa que a vida faz com a gente sem aviso.
Essa crueldade, esse perigo que a gente não pode evitar.
Agora eu choro esse choro, que é todo o chorar.
Até quando, não sei. Acho que até secar, o mar.

Minha neguinha, minha florzinha,
minha mãe preta, minha Betinha,
você me cuidou, me mimou, me amou tanto.
Viver sem você é assim, essa novidade,
esse buraco, essa saudade sem fim.

Eu te amo pra sempre,
e te abraço todo dia dentro de mim.








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