domingo, 24 de março de 2013

não me calo

você me pede em segredo palavras
eu te escrevo sem saber a razão
confesso em silêncio o que não digo
você me decifra invisível

a vida segue bem repetida
dias issos dias aquilos dias nada
as mesmas frases os mesmos sinais
não fosse o rio eram dias iguais

mas há a felicidade atávica
do sangue libanês da alma artista
há a esperança infinda
e há amor ainda

amor que não cala
não fere
cresce
e aparece


Um comentário:

Anônimo disse...

Eu ainda estou esperando você dizer suas palavras doces... Não me mate com seu silêncio...