domingo, 26 de abril de 2009

a volta pra casa
em dois atos

eu sempre venho no carro pensando em milhões de coisas. para dizer, para fazer, para mudar. nesses dias em que repito o caminho que me encerra essas noites repetidas e estranhas, sempre repito o pensamento e tento entender o que está acontecendo. é só comigo? eu me pergunto embora já saiba a resposta. é. tento entender que parte me faz feliz, que parte me deprime, que parte é totalmente absurda e o que, de tudo, sobra pra gente se dar de bom. o desejo. no final eu me faço propostas sinceras, mas quando chego lá no dia seguinte tudo me incomoda de novo. é mais forte do que as minhas mãos. é mais forte do que todas as minhas propostas fiéis durante a volta pra casa. é uma corda no pescoço.

eu sempre vou no carro pensando em milhões de coisas. para te dizer, para te fazer, para te mudar. não, eu não quero te mudar. mas te mudando talvez eu pudesse mudar o que se repete dentro de mim todos esses dias repetidos de idas e vindas. o desejo. eu queria te perguntar o que está acontecendo. é só comigo? é. mas que parte te faz feliz? que parte te deprime? que parte é totalmente absurda? e o que é que, de tudo, a gente pode se dar de bom? é um pouco mais do que isso, não é? o desejo. mas pode ser sincero e fiel e sem nada que incomode no dia seguinte. não pode? porque é forte. e preenche alguns vazios das nossas idas e vindas e voltas pra casa. não? ou é uma corda no pescoço?

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