sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Simples

E como se a gente, simplesmente, já não pensasse o suficiente sobre tudo, o pensamento quer se expor. Só que tudo já foi dito, então vira uma coisa que não serve mais pra nada. A não ser para aliviar a cabeça do pensante. E alguém escreve, e alguém lê, ou não, e não importa. É que é preciso tirar isso de dentro de cabeça. Já dizia Raquel, a de Queiroz, eu nem gosto de escrever, mas preciso tirar essa coisa da minha cabeça. Fica doendo, querendo sair.

Desta vez eu acho que não vou saber dizer o que é. Mas tem tamanho e forma porque eu sinto alojado no cérebro. Quer sair, mas eu não sei. É mais de uma coisa. Eu as sei, mas... Vou ficar aqui falando falando e não vou conseguir dizer nada. Tempo perdido. Puro.

São umas coisas misturadas que não querem ficar lá dentro. Nem eu quero que fiquem, me atazanando. Mas faz o quê? Tem um pouco de querer saber se naquele dia foi legal, se eu estive lá passeando no dia seguinte, se vai tocar de novo aquele tango. Tem um pouco do que aquele cara contou, da pergunta, da resposta estranha, da dúvida. Tem um pouco também daquela novidade na foto que passamos na tv. Um rosto sem história. E tem ainda dessa lembrança, dessa criança, que eu nem sabia que tinha idade pra lembrar de ninguém. Mas, tia... se você disser que EU estou aqui, pode ajudar, cê não acha? Ah, e tem essa sensação do tempo, que passa e fim.

(Continua...)

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